A Mãe Natureza é horrível... Hoje saí do trabalho (Pizza Hut) às 00.50. Pois bem, não é que os 16Km que me distanciavam de casa estavam a ser alvos de uma enorme chuvada? Pois é, estamos no início de Setembro e o mau tempo começa-se a sentir... para melhorar a situação, ia de mota e na bela da estrada nacional quase sem iluminação nenhuma.
Ao chegar a casa tomei um banho bem quente, vesti uma roupinha super confortável e sentei-me no sofá a navegar na Internet e a ouvir a bela da chuva caír. Enrolei-me até numa manta. Os meus pais foram para a festa daqui da terrinha, e o filho adolescente ficou em casa, depois de um dia de trabalho e de uma boa chuvada. "Ó gente da minha Terra", de Mariza e "Na Maré de Ti", de Gil do Carmo foram suficientes para me por bem deprimido.
Tenho uma namorada que amo e que me ama, tenho amigos sem os quais não podia viver; mas a distância, a chuva e uma música deprimente fazem-me ficar assim: sentir-me sozinho.
Sim, é verdade... Tenho geito para o teatro! Que fixe... Sou tão simpático! Tão engraçado! Sempre a rir, super comunicativo, a falar de cenas obscenas... Ponho todo o mundo a rir...
O problema é quando cai a cortina, as luzes apagam-se e o público sai. Fico mais sozinho que nunca, e vejo-me só...
É obvio que se sair de casa e for ter com eles, eles estão lá para mim, mas é correcto fugirmos da verdade? O Humano é o ser mais solitário à face da Terra, e quando está acompanhado, está distraído, o tempopassa mais depressa.
Fechem os olhos e pensem naquilo que são... esperem mais um pouco...
A resposta?
Nem eu, nem ninguem sabe.
Para que vivemos? Temos alguma missão?
Também ninguem sabe.
Por agora? Somos o resultado de um acaso. Nascemos solitários, morremos solitários...
[Esqueçam...]
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
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